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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Entre Orillas


A relação entre o viajante e a fotografia é poderosa. Viajar sem um equipamento fotográfico é quase impossível de se pensar nos dias de hoje, mas o resultado...

Mas e quando a viagem é um passeio, mas o turista é um fotógrafo profissional? Ai o resultado pode ser brilhante.

Iana Soares repórter fotográfica do jornal O Povo viajou a passeio para Sul das Américas, mas se viu sem seu equipamento, que quebrado, lhe deixou na mão. Apareceu então um celular de presente do pai. E como fotografia depende muito menos de equipamento do que do olhar e da desenvoltura do fotógrafo, as imagens ficaram belíssimas num prosaico retrato das terras e das gentes do Sul da América.

Comparando o resultado das fotos de Iana ao dos turistas (fotógrafos eventuais) fico a pensar como a fotografia é mesmo uma forma de arte e uma atividade que requer além de treinamento, dedicação, estudo e empenho em desenvolver um bom trabalho.

Não basta comprar o melhor equipamento, é preciso compreendê-lo. Não basta compreender suas características técnicas, é preciso saber usá-las. Não basta apenas saber usar o equipamento corretamente, é preciso um olhar próprio e um conceito a desenvolver.

Acho que foi Martin Parr (não estou certo, perdoem-me) que disse que hoje as possibilidades da fotografia estão disponíveis a quase todos pelos modernos equipamentos, mas a boa fotografia é cada vez mais rara.

Falta o olhar do fotógrafo, falta a arte que vai além mesmo da composição. A fotografia como expressão artística precisa de um conceito estético para se colocar e assim passar sua mensagem.

Vale a pena conferir a exposição Entre Orillas de Iana Soares que além do registro de viagem nos mostra seu olhar próprio sobre Sul do continente das Américas.



foto: Iana Soares



Serviço:

Entre orillas
Iana Soares
em cartaz até o dia 31 de janeiro
segunda a sábado das 11h30 às 14h30 e de 17 horas à meia-noite
Dona Chica
Avenida da Universidade, 2475 – Benfica
Entrada franca
85 3454 1182

Enio Castelo




sábado, 15 de dezembro de 2012

Mágica Imagem


É certo que alguns povos não se deixam captar pelas câmeras fotográficas com medo de que o equipamento roube suas almas. Também sabemos que muitas vezes a fotografia foi usada com pseudoprova para eventos sobrenaturais como a existência de fadas, doendes, discos voadores e fantasmas.

Mas o quê de realmente metafísico tem a fotografia?

A meu ver: muito. Apesar de todo o arcabouço científico, físico e mecânico que explica a formação da imagem e desmistifica a prova de muitos eventos sobrenaturais, há, inegavelmente, um conteúdo que transcende explicações quando se estabelece a fotografia.

E talvez o mais significativo deles seja a relação de comunicação que nasce entre fotógrafo e o momento da criação da imagem com o expectador que absorve a fotografia.

Acredito que pensando nisso se pautou a curadoria da exposição Mágica Imagem que está em cartaz no Instituto Cultural Iracema até 30 de janeiro de 2013 e faz parte das ações do Encontro de Agosto 2012, uma promoção do Fórum da Fotografia do Ceará.

Como bem observa a coordenadora da exposição, Patrícia Veloso, na seleção das imagens se quer que os autores levem “o público a pensar: o que de mágico tem nessa obra?”.

Um dos curadores da exposição, o fotógrafo e professor da UFC, Silas de Paula, destaca a ideia na fotografia contemporânea que “olha o passado, busca no futuro para mostrar-se no presente”. Nessa hora a captação de imagens trabalha o aspecto temporal. Como se pudesse parar o tempo a fotografia as vezes pretende congelar o passado e com uma perspectiva de futuro quer mostrar-lo num presente.

Também ressalta o professor o “eterno paradoxo entre mágica e realidade” que pela fotografia torna-se mais aparente. A fotografia “reflete uma realidade, mas ao mesmo tempo recusa submeter-se a ela”. É o caráter transformador da fotografia. Ela capta uma determinada situação, mas ao mesmo tempo esta situação se consubstancia em outra realidade, a realidade da imagem, que não é exatamente a matéria captada, mas sua representação.

Também podemos dizer, ainda sobre o caráter transformador da fotografia, que o fotógrafo muitas vezes registra uma realidade de tal forma que sua representação gere no expectador a perspectiva de mudança. É a fotografia em seu caráter político. É a mágica de se transformar consciências através da ideia inscrita em toda boa fotografia.

Enfim, Mágica Imagem tem muito a nos ensinar. Como toda boa exposição de fotografia nos faz refletir, e talvez esta seja a maior mágica proporcionada pela experiência fotográfica.

Boa exposição!

João Palmeiro
Roberta Felix




SERVIÇO
12 de dezembro até 30 de janeiro de 2013
das 16 às 21h de terça a sábado
Instituto Cultural Iracema
Entrada franca
85 3261 0525


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Londres de José Guedes

Qual a proximidade entre a pintura e a fotografia¿ Ou melhor, qual a distância¿ Em quais aspectos a fotografia é pintura, e a pintura é fotografia. Estas perguntas parecem superadas na arte contemporânea, mas o público em geral ainda se pergunta: é foto ou é uma pintura¿ 

No início da fotografia os então fotógrafos queriam dar contornos de “arte” à fotografia, eram os pictorialistas que equiparavam a fotografia à pintura então maior expressão de arte da época. Com o passar do tempo fotógrafos como Paul Strand que capturavam imagens com o interesse em reproduzir a “realidade” (os chamados realistas) e com a popularização de iniciativas como a da Kodak que tornou a fotografia acessível a muitas pessoas é que fotografar começou a ser visto como uma maneira de expressar a “verdade”. 

Hoje impera a liberdade. Ainda há os fotógrafos documentaristas que procuram mostrar os fatos. Mas claro que esses fatos estão sempre impregnados de uma visão de mundo e o recorte da câmera é antes de tudo uma posição política. Ocorre que a verdade está à disposição de quem fotografa e mostra sua opinião sobre os fatos. Além ainda da questão da manipulação digital (ou mesmo analógica) da imagem que pode ser trabalhada e distorcer a “realidade” em favor de uma “verdade desejada”. 

Ao mesmo tempo a fotografia é cada vez mais usada nas artes plásticas em diferentes contextos, aceitos pelos curadores tendo em vista que a arte contemporânea já superou a questão do suporte que pode ser múltiplo e variado e que está sempre em função da idéia e da estética do artista. 

José Guedes com a exposição virtual “Londres”, que esteve hospedada no FaceBook, coloca essas questões em discussão. Mas com uma clara e consciente noção que não esta praticando a fotografia documental. Apesar de suas imagens tangenciarem esse aspecto – mesmo porque escolheu Londres como palco para as imagens. 

Ele que começou sua trajetória de artista plástico ligado à pintura nos mostra nesta exposição a face pictórica que pode ter a fotografia. Há nas fotos uma preocupação com a cor, com a composição e com a idéia. Para isso não hesita em usar a manipulação eletrônica (leia-se tratamento eletrônico da imagem) para obter a fotografia/pintura que deseja. Aqui o método fotográfico é só o principio da criação da obra. Um instrumento a captar cenas do cotidiano de Londres que depois foram trabalhadas às ordens do conceito que o artista propõe a nos mostrar. 

Há desfoques explícitos, cores super saturadas e as figuras humanas que geralmente compõe as imagens, mas que não estão lá como centro das atenções. Estas características remetem a uma opinião e eu diria que até mesmo a uma crítica à cidade de Londres e aos londrinos. Ou, quem sabe, uma sugestão de mudança. 

Numa cidade em que as pessoas estão sempre preocupadas com seus afazeres e o trabalho, suas metas e seu “foco”. Bem como a característica cinzenta da cidade que permite poucas cores e lhe dá um ar de sobriedade. Guedes enfatiza as características pictóricas das imagens com detalhes em cores fortes, o desfoque acentuado, e, ainda, compõe as cenas levando as pessoas a integrarem a paisagem. Num manifesto por uma Londres mais colorida, mais relaxada e mais humana. 

A mostra não deixa de ser um documento, como as cidades de Cristiano Mascaro o são, ou como a Paris de Eugène Atget. Mas é um documento pelo contraste, não pelo cominho nítido e real de Mascaro e Atget. Para Guedes, mais importante do que a Londres que é, é o que ela poderia vir a ser, pelos olhos, digo, pela opinião do artista. 


Setembro de 2011 

Links relacionados
http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2011/07/25/noticiavidaeartejornal,2271035/facebook-vira-galeria-para-artista.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pintura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia
http://www.google.com/search?q=Paul+Strand&hl=pt-BR&biw=1280&bih=705&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=fEhyTsr9I9GfsQKIw8mACg&ved=0CCsQsAQ
http://www.infopedia.pt/$pictorialismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_contempor%C3%A2nea
http://www.joseguedes.com/
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1471
http://www.google.com/search?q=atget+eug%C3%A8ne&hl=pt-BR&biw=1280&bih=705&prmd=imvns&source=lnms&tbm=isch&ei=2UxyTt7hEpHJ0AHK8-2fDg&sa=X&oi=mode_link&ct=mode&cd=2&ved=0CBAQ_AUoAQ
 

Imagens relacionadas

Divulgação
José Guedes
fonte: http://www.opovo.com.br

Capa do Livro Paul Strand Olhar Direto editado pelo Instituto Moreira Salles
fonte: http://ims.uol.com.br/

Foto por Cristiano Mascaro - Pico do Jaraguá - São Paulo - SP
fonte: http://www.itaucultural.org.br

Foto por Eugène Atget
fonte: http://phomul.canalblog.com



terça-feira, 3 de maio de 2011

Cartões Postais

Semana passada, tive acesso a alguns postais antigos. Alguns do fim do Século XIX, a maioria da primeira metade do Século XX. Trabalhei (ainda estou trabalhando) na digitalização e catalogação deles. A maioria é fotografia, algumas “fotografias pintadas” outros são ilustrações.

Muitos têm recados e pequenas cartinhas como é próprio dos cartões postais. Fico imaginando o quanto de memória e mesmo de História é possível registrar nesses verdadeiros documentos.

Cartão Postal: Coleção Particular

A fotografia aliada à dedicação de algumas pessoas que reconhecem o tesouro desses objetos e os preservam com todos os cuidados é instrumento fundamental da história.

Com a chegada dos meios digitais e suas “facilidades” é necessário aprimorar a dedicação e os cuidados que existiam com o físico agora também com o virtual. Além da possibilidade ainda de divulgação e compartilhamento desses acervos em grande escala através principalmente da internet.

No Ceará, o Nirez – inclusive com exposição Fortaleza: Memórias do Tempo sob sua curadoria no Espaço Cultual Porto Freire –, é um exemplo de como se deve fazer para preservar, estudar e compartilhar a memória. Funções que não devem ser só dos museus e dos historiadores, mas inclusive, também de fotógrafos, por meio de seus bancos de imagens, e das pessoas em geral com seus acervos pessoais e familiares.

É em arquivos como esses, carregados de memória, que a artista Rosângela Rennó, busca inspiração para o seu trabalho. Trata-se de fotografia e arte contemporânea da melhor qualidade e importância como pensamento crítico do passado e reflexão para o futuro.

Imagem: Rosângela Rennó

Chega-se a dizer que ela é uma fotógrafa que não fotografa, mas continua a ser uma fotógrafa. Sua matéria prima é a memória contida nas imagens. Delas e da sua recontextualização estética nasce o conceito em sua arte.

Em tempos como o nosso de imagens descartáveis. Intelectuais como o Nirez e Rosângela Rennó preservam um valor fundamental da fotografia, a memória. E devem ser seguidos pelos fotógrafos na administração de seus bancos de imagens, que são também bancos de documentos históricos, fundamentais para o futuro.

Veja mais em:



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fortaleza – Memórias do Tempo

A partir de 90 fotografias de Fortaleza das décadas de 1920 a 1970, escolhidas dos acervos do fotógrafo Chico Albuquerque e do memorialista Miguel Ângelo de Azevedo (O Nirez) a exposição “Fortaleza – Memórias do Tempo” revive aspectos da vida urbana, habitantes, trabalho, lazer, cultura e esporte de Fortaleza.

A importância documental dessas imagens e o que elas registram como história dos cearenses permite uma reflexão de como a cidade se transformou.  A fotografia aqui é registro de grande importância da história e base para estudos sociológicos que vão muito além da simples curiosidade dos novos, e mesmo, do saudosismo dos antigos.

Rua Major Facundo,Fortaleza-CE
foto: divulgação
* as fotos da mostra pertencem aos arquivos do Nirez e do fotógrafo Chico Albuquerque


Graças a dois importantes intelectuais, Seu Chico e o Nirez, podemos hoje fazer essas reflexões.  Que elas inspirem fotógrafos contemporâneos ao registro documental da nossa cidade. Principalmente face à transformação quase alucinante que ela vive.

Um bom exemplo de iniciativas que estão fazendo isso está no grupo “Mapeamento Fotográfico de Fortaleza”, http://www.flickr.com/groups/mpf/ , no site especializado em fotos, www.flickr.com. Assim como em grupos como o Ifoto e em livros como o reeditado pela Tempo d’Imagem “Mar e Luz”, este abordando  o Ceará.

A exposição “Fortaleza – Memórias do Tempo” estará em cartaz até dezembro/2011 no Espaço Cultural Porto Freire.

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Serviço
Exposição Fortaleza – Memórias do Tempo
19 de abril até dezembro de 2011
Espaço Cultural Porto Freire
Gratuito
Informações: (85) 3459 0061

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Veja mais em:





Enio Castelo

Abril de 2011



domingo, 17 de abril de 2011

Brassaï na UNIFOR

Em cartaz até 1º de maio de 2011 a exposição Brassaï na Universidade de Fortaleza – Unifor. A mostra é uma parceria da Delegação Geral das Alianças Francesas no Brasil e a Aliança Francesa Fortaleza e a própria UNIFOR


foto: Brassaï
A exposição é “Uma viagem por entre luzes e sombras da Paris noturna e transgressora dos anos 1930” (Diário do Nordeste, 28.02. 2011)

Brassaï nasceu na Transilvânia, em 1899, aos quatro (4) anos conhece Paris, cidade para onde volta em 1924. Para ganhar dinheiro produz charges para jornais e escreve para revistas da Hungria, Romenia e Áustria. Requisitado para agregar fotografias às matérias Brassaï percebe, a partir de 1929, que pode expressar emoções estéticas através delas. O fotógrafo se interessa principalmente pela noite. E Paris começa a ser registrada por ele de uma forma peculiarmente poética.

Muitos foram os fotógrafos que documentaram Paris, talvez o melhor exemplo seja de Eugène Atget que o fez brilantemente. Mas Brassaï conseguriu ir além do documento e colocar seu olhar poético sobre o tema. Assim a Paris retratada é um pouco o próprio artista Brassaï. E Brassaï é um pouco a Paris que retrata. Mais tarde, Henri Cartier Bresson iria ainda mais longe ao ponto de identificarmos uma “Paris de Bresson”.

foto: Brassaï
No Ceará o fotógrafo Henrique Torres tem um trabalho que dialoga com a exposição de Brassai. “Fortaleza Noturna” (2004-2005) que ganhou o Prêmio Chigo Albuquerque de Fotografia 2005 da Secult-CE vê a cidade de Fortaleza à noite de um ponto de vista além de documental, poético.

Nesses trabalhos vemos a fotografia, além de documento, uma expressão de arte.

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Serviço -
Brassaï
Abertura
1º de março de 2011
Visitação
2 de março a 1º de maio de 2011
Aberta ao público de segunda a sexta, das 10h às 20h, e sábados e domingos, das 10h às 18h, no Espaço Cultural Unifor Anexo
Entrada gratuita
Estacionamento no local
Agendamento de visitas guiadas para grupos de visitantes

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Chico Albuquerque Fotografias

O Pioneiro fotógrafo cearense Chico Albuquerque, falecido em 2000, recebe homenagem em forma de exposição no Sobrado Dr. José Lourenço em Fortaleza, Ceará, com abertura no dia 28 de agosto de 2010 ás 9h com direito a roda de conversa com Patricia Veloso, curadora do evento, e Ricardo Albuquerque, filho do fotógrafo e presidente do Instituto Cultural Chico Albuquerque.

Chico Albuquerque , o "Seu Chico", nasceu em 1917 em Fortaleza. Começou pelo cinema mas logo se tornou fotógrafo profissional. Tendo sido resposável por fotografar as filmagens de "Its All True", longa de Orson Wells que teve cenas no Ceará, mas que nunca foi finalizado.

No fim da década de 1940 Chico Albuquerque mudou-se para São Paulo onde logo foi reconhecido como um excelente profissional, recebendo, inclusive, prêmios internacionais como o "Salone Internazionale de La Tecnica" na Itália e o "Salão Internacional de Fotografia de Frankfurt" na Alemanhã. Já na decáda de 1970 retorna a Fortaleza trazendo novas técnicas e ideias para o mercado cearense.



Chico Albuquerque Foto

A mostra é composta por 25 fotografias, todas elas fazem parte do livro "Chico Albuquerque Fotografias" que foi lançado em março deste ano pela editora Terra da Luz. A curadoria assim como a organização do livro foi de Patricia Veloso que acompanhou o fotógrafo por 15 anos até a sua morte em 2000.



Serviço:
CHICO ALBUQUERQUE FOTOGRAFIAS
Abertura 28 de agosto, às 9h
de 28/08 à 21/11/2010
seg a sex das 9h às 19h,
sab das 10h às 19h
dom das 10h às 14h
Sobrado Dr. José Lourenço
Rua Major Facundo,154, Centro, Fortaleza, Ceará
Informações pelo 85 3101 8826
Grátis